quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ADMIRAÇÃO!

É com grande Admiração que me expresso sobre a ARCA.

Quando ouvi falar pela primeira vez, na criação de uma associação na Cava, abanei a cabeça e pensei para os meus botões:

Hum... na Cava?, Aldeia tão pequena, com cada vez menos Gente e com os Conterrâneos que outrora partiram para outras localidades , cada vez mais afastados...? Não dislumbro grande futuro!

Mas, ainda bem que estava enganado.

Já lá vão 2 Anos, e cada vez mais sinto que a força e dedicação dos que tomaram a iniciativa, está para durar...

Parabens!

Da úlima Grande Festa, MAGUSTO 2010, aqui ficam algumas imagens dos bons momentos!

Gente de Fora! Sempre Bem-vinda

A Boa Disposição foi uma Constante!


A "Mega" Cozinha

A Preparação, o Espirito de Equipa e de Entreajuda





"As Linhas de Montagem" - A Organização!


A Chegada de Alguns Conterrânos





O Convívio, o contar das Novidades e o Matar das Saudades...



A Afluência: Gente Jovem, Gente Gira!



Uma Grande Festa!
Castanhas, Sardinhas, Febras e Água-Pé



Os Doces, as Filhós o Bolo de Mel não faltaram...


PARABÉNS ARCA!

Jorge Manuel Alves

Memórias da Cava

Cava - Anos 40
José Alves (Zé da Eira) a lançar os foguetes no dia da Festa






Foto da Esquerda - Raúl Pereira da Silva e sua Esposa, D. Maria Emília

Foto da Direita - O mesmo casal com sua sogra e mãe, respectivamente, D. Maria de Jesus Carlota (Ti Maria da Eira)


A este Grande Benemérito, que no ano de 1945 contribuiu com a quantia de 6.000 escudos, devem os Cavenses uma grande parte da construção da Estrada entre o Alto da Cava e a nossa Aldeia.


Não vamos esquecer também os nossos conterrâneos, David da Silva, António Alves, António Barata, Manuel da Silva, Júlio Sequeira, Jaime Dias da Silva, José Farinha da Silva e Outros, que não figurando na Primeira Acta da antiga Associação da Cava, se bateram para que a Nossa Aldeia dispusesse da que ainda hoje é a nossa estrada.


É nosso dever testemulhar-lhes , a Título Póstumo, a nossa Gratidão.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Magusto 2010 - fotografias e reportagem

No passado dia 20 de Novembro iniciaram-se as festividades do Magusto 2010 na nossa rica aldeia da Cava.

São Pedro entendeu abençoar a comemoração com chuva abundante, pelo que a festança decorreu no armazém do nosso estimado Carlos.


A adesão foi muito positiva, e os convivas destacaram o espírito quase profissional dos organizadores do evento.

Desde as carnes e sardinhas que sairam no momento certo à organização dos diversos preparativos - e acreditem, leitores, há mesmo muita coisa a fazer antes dos primeiros cavenses se sentarem à mesa para degustar -, a forma como os líderes naturais da comunidade encaminharam mais uma iniciativa ao sucesso deve ser realçada.

Os cavenses de sangue e afinidade partilharam as suas histórias quotidianas e passadas, as alegrias dos filhos e as desventuras dos tempos de mocidade, e a sã convivência foi rainha de mais um caloroso momento de união, alegria e camaradagem!

Aqui ficam as imagens:




























sábado, 9 de outubro de 2010

Convite para o Magusto - 20Nov10

Caro Conterrâneo


Como já vem sendo habitual, a Associação ARCA vai realizar o tradicional Magusto no dia 20 de Novembro de 2010 (Sábado).


Contamos com a tua presença, familiares e amigos.


Para podermos minimizar algumas falhas agradecemos que nos confirmes o número de pessoas até 10 de Novembro de 2010.


Voltamos a recordar-te de que dispomos de alojamento na nossa antiga escola primária, caso necessites de pernoitar na nossa aldeia. Para o efeito e dado que dispomos de apenas três quartos para adultos, agradecemos que a reserva seja feita o mais rapidamente possível.


Contactos:

Carlos Lourenço: 272664266 / 964054642

Zélia Lourenço: 968145656

Lisete Alves: 212530882 / 965784828

terça-feira, 13 de julho de 2010

Poema de um cavense

Da Cava sou natural
sou beirão por natureza
eu amo esta terra
com toda a sua beleza
***
Minha casa do Ribeiro
Onde de cedo abalei
à procura do futuro
em Alverca eu encontrei
***
Faço aquilo que gosto
trabalho na aviação
e aquilo que faço
é com muita dedicação
***
Algo mais eu realizei
nesta terra de eleição
uma família maravilhosa
que amo de paixão
***
Mas a minha aldeia não esqueço
Volto aqui sempre que posso
tento não me desligar
daquilo que ainda é nosso

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Associativismo

Já aqui se falou do amor à terra dos antepassado para justificar a vontade de regressar à Cava por parte dos que de lá saíram, e para ver protegido o seu património cultural.

Naturalmente que as tradições, as memórias dos tempos de infância passada entre cerejeiras e pinhal contarão muito, mas como em tudo na vida há "pensar" e há "fazer".

Como se explica tanta gente a "fazer" algo por esta vontade?


Ocorreu-me esta questão enquanto registava fotograficamente o convívio promovido pela ARCA no passado 25 Junho. Ao olhar para os convivas, dei por mim a ver gente sempre sentada e algumas (muitas) mulheres e homens sempre de pé e em perpétuo movimento.


Mãos velozes a servir pão, vozes maduras pela vida no campo a perguntar "Vão comer mais sardinha?", uma senhora que me dizia "Essa garrafa não é para levar para a mesa!", rapazes que se mantiveram animados após horas em frente aos grelhadores...


E vi que não importa o tamanho ou o luxo para esta festa. Vi que não importa o valor da carne, a qualidade do vinho ou a escolha musical.

Porque a maior prenda que todos os convidados receberam foi o empenho e carinho com que os cavenses que estão nestas imagens ofereceram o seu tempo e força em prol do associativismo.

Gratuito. Chato, quando não se conseguem os almejados objectivos por falta de um mísero papel (malditas burocracias estatais). Desgastante. Pouco reconhecido. Absorvente de tempo e suor.


Eu sei que a Cava tem a sorte de ser berço de gente bem-formada e que soube agradecer o enormíssimo esforço de todos os que pertencem à ARCA (associados, amigos, familiares e empresas patrocinadoras).


Mas, ainda assim e porque faz sempre falta que o reconhecimento sincero fique escrito para hoje e sempre, os meus sinceros e respeitosos agradecimentos em nome de todos os que se puderam sentar a comer um naco de carne ou 5 sardinhas no pátio da escola primária da Cava.

Com gente assim, o associativismo nunca morrerá e Portugal será cada dia um país melhor para as gerações vindouras, que poderão tirar lições dos que os antecederam como também nós hoje fazemos.